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domingo, 30 de agosto de 2026

MADONNA COLONNA - AINDA UM MISTÉRIO

 

Para mim foi uma emocionante descoberta sobre uma obra de “Rafael Sânzio” vinda com imigrantes para o Brasil em 1875.
E tudo começou em 1978 e até hoje o mistério não foi desvendado.
Será que um dia será?


A sorte estava a meu favor! Ser sobrinha da “Tia Cema” foi fundamental para que essa história acontecesse(1)


 Mas... A Historia começa aqui:

 Durante uns anos, era só eu ter uma brecha na escola e já estava eu, embarcando rumo a Rodeio, cidade natal de minha mãe em Santa Catarin. Hoje a cidade é conhecida como a “Capital Catarinense dos Trentinos”.

Rodeio é uma pequena cidade que foi colonizada por italianos vindos da região do Tirol -  Trento e e julho e agosto de 1978, mais uma vez, estava eu lá, passando minhas férias. 

Como de costume eu passava muito tempo na casa da minha Tia Cema “sfrugnando” livros, fotos e documentos antigos. 

Tia Cema já havia me contado que o Sr. Natal, esposo de sua prima Selma, era um colecionador de antiguidades e que estava guardando em sua casa, o acervo do Museu “Eugenio Trevisani.” que havia sido montado para a comemoração do Centenário da Imigração Italiana em Rodeio (1875/1975).

Seus filhos eram também meus amigos de infância e naquele ano frequentei assiduamente a casa deles e acabei conhecendo toda aquela “riqueza” que ele guardava em sua casa.

  Natal havia dito a minha tia que estavam em seu poder os famosos “Registros de Frei Lucínio” que haviam se “perdido”.

 “Frei Lucínio foi um pároco de Rodeio que organizou os Registros Canônicos das famílias de imigrantes que vieram para o antigo distrito de Rodeio da Colônia Blumenau”. Ele anotou em cadernos a chegada dos imigrantes tiroleses e italianos. Nome, numero de lote, filhos etc...

 Esses documentos haviam desaparecido durante a época do Estado Novo quando se deu se a perseguição aos imigrantes e seus descendentes residentes no Brasil. Esses documentos que podiam identificar quem era estrangeiro foram escondidos, enterrados e até queimados para não prejudicar a nenhum deles. 

Os registros achados, agora fazem parte do livro que ela publicou: “Histórias e Memórias de Rodeio” – Iracema Maria Moser Cani

 Por um tempo acreditou se que esses Registros tivessem se perdido para sempre porem Natal os havia encontrado e naquela  época, 1978,  eles estavam numa caixa de papelão no porão ao lado da escada de sua casa; já com um cheirinho de mofo.

Perguntei lhe se podia olhar os livros. Prometi que teria muito cuidado ao manusear.

Natal prontamente permitiu!

Aqueles “cadernos antigos” para mim foram um achado maravilhoso! Fiquei fascinada e conversava com ele sobre minhas descobertas no seu acervo.

Vendo meu encantamento por essas coisas históricas e antigas, cada dia ele  me mostrava uma nova “preciosidade”.

Fiquei encantada com uma coleção chamada “Encyclopedia Portuguesa Ilustrada” de Maximiano Lemos.  Atualmente só consegui encontrar exemplares dessa coleção na Faculdade de Coimbra – Portugal.  Lembro-me de ele ter dito que na sua coleção só faltava um volume.

Lembro também de ter ficado admirada com uma imagem de uma “Santa Espanhola”. Naquela época ele estava em busca de “uma carta” que devia acompanhar a santa, pois ela tinha uma história interessante. A imagem só seria considerada rara juntamente com a carta que ele tanto procurava. Nunca soube se chegou a encontrar a tal carta.

Porcelanas, joias, livros, documentos, utensílios de uso pessoal, partes de metal de um famoso satélite, ferramentas de trabalho e outros objetos que pertenceram aos primeiros imigrantes, tudo isso compunha o seu acervo.

Naquela época eu estava fazendo uma coleção lançada pela “Abril Cultural” chamada “mestres da Pintura”.  Eu lia cada fascículo e me deliciava com as gravuras das pinturas dos Mestres.

Em Rodeio, todos os dias eu ia até a casa de Natal e Selma para ver algo diferente e conversar com eles.

Um dia ele chegou para mim e me disse:

- Dóris, você gosta mesmo de tudo isso aqui! Aqui ninguém se interessa por isso, ninguém dá valor. Quero te mostrar uma coisa muito especial!

 Tenho gravado em minha memória a imagem dele descendo as escadas, parando no ultimo degrau com um  “cartucho” em cada mão.

 Devagar e com muito cuidado ele desenrolou o primeiro “cartucho” e  orgulhoso falou:

 - Veja o que me devolveram!

Ao ver o que ele desenrolava eu fui ficando mais e mais encantada.

O primeiro era uma tela com a imagem de uma Madona com o menino Jesus em seu colo. Uma tela escurecida pelo tempo. A tinta estava craquelada e faltavam certos pedaços, mas era Lindíssima!

A virgem segurava o menino nu e um pano branco escondia o sexo do menino. Soube mais tarde que aquele pano branco havia sido colocado por um padre quando a tela foi exposta na Igreja de Rodeio.

 Ao ver a tela fique extasiada! A beleza, a antiguidade e até o péssimo estado que aquela bela figura estava me deixaram em êxtase e imediatamente falei: Esta tela é de Rafael Sânzio!

Não me perguntem de onde veio esta certeza. Não sei! Surgiu assim, sem filtros, sem analises, sem pensamento. Era um Rafael.

Não! Não entendia de arte, continuo não entendendo a ponto de fazer uma comparação dessas... Mas foi assim!

Simplesmente a emoção me fez falar e enxergar que era um Rafael... Talvez tenha sido o famoso “sexto sentido” que toda mulher possui. Mas eu estava convicta...

Momentos depois, começando a raciocinar eu ainda disse:

Se não é um “Rafael” autentico com certeza é algo tão grandioso quanto ele!

A tela devia ser muito antiga, pois na parte inferior a tinta já havia se soltado do pano no qual a pintura fora realizada.

Eu segurei a tela da Madona em minhas mãos e enquanto eu continuava a admirar a primeira tela ele foi desenrolando a segunda e me disse:

- “ Tem essa também! ”.

A outra tela também era muito bonita, mas não se comparava à primeira, pois estava mais escurecida e sombria. Uma cena triste... Lúgubre.

A pintura representava a crucificação de Cristo com o bom e o mal ladrão no Gólgota. Também se encontrava em péssimo estado de conservação e em ambas não se via a assinatura, pois estava muito descascada na parte inferior. (Soube que posteriormente, devido a sua deterioração, ela foi dividida em três telas – Um tríptico).

Ainda com a tela da Madona em mãos eu falei para o Natal:

- Natal, essa tela parece mesmo ser uma pintura de Rafael Sânzio! Pode ser! Mas como isso é possível? Que coisa maravilhosa? Como veio parar aqui?

Lembro-me dele sorrir todo orgulhoso e comentar que realmente a tela era muito linda e ficou admirado com o que eu falei.

Fiquei tão encantada com a tela e tinha tanta convicção que aquilo era algo muito precioso que logo quis saber como as telas vieram parar em suas mãos.

Então ele me contou que um padre da igreja de Rodeio, fazendo uma limpeza no sótão, ou porão da igreja achou as telas num canto, jogadas.

Como na parte de traz das telas estava escrito o nome de quem as doara ele resolveu devolver a tela a um de seus descendentes... No caso o próprio Natal.

Tenho uma remota recordação que o nome que estava no verso da tela era de seu avô ou bisavô de sobrenome Bellini e ao ver esse sobrenome imediatamente pesquisei no material que estava ao meu alcance tracei uma teoria de como esta tela havia parado em suas mãos.

Sim, eu tinha certeza, ou melhor, a intuição que a tela era de um Mestre!

Na casa de minha mãe existe uma Bíblia que na época era comum em muitas casas: A Bíblia da Enciclopédia Barsa. Nessa Bíblia existe um quadro de um mestre da pintura de sobrenome... Bellini. Liguei os fatos... Ou melhor... Liguei os pintores!

Hoje com muito mais facilidade podemos acessar o Google e ver que:

Jacopo Bellini (1396 - 1470) foi um pintor italiano, pai de dois outros pintores conhecida Gentile e Giovanni Bellini (1430 - 1516), sendo que Giovanni Bellini (1483- 1520). É o mais famoso da família. Rafael Sânzio (1483 – 1520) foi contemporâneo dos filhos do pintor Jacopo.

Acabei chegando a seguinte teoria: Rafael e os irmãos Bellini foram contemporâneos e podiam também ter sido amigos e quem sabe um presenteou o outro com uma tela?

Essas telas passaram de geração em geração e "talvez" as gerações futuras não deram tanta importância a uma tela que sempre esteve em casa...

Passou pela família simplesmente como uma bela e respeitada imagem de uma “Madona” que por fim acompanhou uma família (Bellini) que imigrou  para o Brasil e a tela foi doada para a construção da primeira Igreja local, construída pelos imigrantes.

Simples assim! (O simples às vezes é mais complicado)

Essa foi a explicação que encontrei para essa tela aparecer em Rodeio.

Natal ficou tão contente com minha paixão e a teoria que fiz da “aparição da  tela em Rodeio” que antes de eu voltar para minha casa me presenteou com um pequeno quadro de uma Nossa Senhora da Saúde e lembro-me dele ter dito:

-Não posso te dar “aquela tela”, mas leve esta como recordação!

Eu tenho este quadro guardado até hoje com muito carinho! Comentei com várias pessoas, tanto e Rodeio  e em Bh. Procurei um professor de Belas Artes na Galeria Guignard para ver se podiam me ajudar a saber mais sobre a tela. 

Queria saber de que ano ela era e se era pertencia ao renascimento! 

Lembro também de ir até Ouro Preto a procura de um professor que poderia me ajudar nessa questão.

Um professor me orientou que a primeira coisa que devia fazer seria datar a tela. Ele me disse que “existia um teste de Carbono 14” que era muitíssimo caro e ainda não se fazia no Brasil... Mas que eu poderia ter uma “ideia” da época da tela pela forma como ela se descascava...

 E me explicou como se faziam telas na época do renascimento. 

Tudo se encaixava: A tela se descascava como o professor havia me falado.

Liguei para o Natal e disse lhe para guardar em segurança aquela tela, era muito provável que aquela tela tivesse quase 500 anos.

Quando o Natal faleceu lembro-me de ter ligado para a Selma e seu filho  e lhes alertei para guardar a tela em segurança. Que tivessem muito cuidado com as telas.  Era um objeto caro!

Quando me casei, carinhosamente Selma me presentou com umas xicaras de porcelana que eram do acervo do Natal.

Ocasionalmente conversando com as pessoas sobre alguma obra de arte eu falava que em Rodeio existia um Rafael...  Esta ainda é minha intuição...

Vocês devem me achar no mínimo... Fantasiosa!

Durante bom tempo não tive noticias da tela...

Anos se passaram até que em 1993 minha tia Cema me ligou, avisando para que eu visse uma reportagem que iria passar no “Fantástico”: Um médico, colecionador de arte, havia comprado à tela e depois de muitas pesquisas acreditava que a tela realmente poderia ser um autentico Rafael. 

E aqui nasce outra teoria de como o Quadro da Madonna Colonna chegou no Brasil.

Ela foi compartilhada pelo repórter da Rede Globo “Caco Barcelos” e,  se não me engano, num programa do Fantástico de 1993/ 1992  ( março ou outubro). Eu tenho a reportagem gravada, mas não sei se os direitos autorais me permitem compartilhar.

Na teoria de  Caco Barcelos,  o quadro da Madonna Colonna teria sido roubado na Europa por 04 saqueadores que, após serem condenados à morte, fugiram para o Brasil  trazendo a obra. Os saqueadores acabaram se refugiando em Rodeio, rota de imigrantes na época. Dois deles tentaram recuperar o quadro assassinando “Bellini”, que pertencera ao  bando. Em algum momento o  quadro foi doado para a Igreja em construção da pequena Colônia.  Quase 100 anos depois, em uma reforma da igreja,  um padre achou o quadro num porão e o devolveu a um descendente de Bellini, no caso Natal Trevisani. 

Segundo me contaram, Cadore (2) adquiriu o quadro de uma pessoa,  a quem na época,  contei a minha historia. Fato é, que logo após suas primeiras tentativas de apresenta-la aos Museus de Arte, ele acabou escrevendo um livro. Caco Barcellos, o jornalista,  acabou tomando conhecimento deste livro e fez uma reportagem onde compartilhou sua teoria. 

Alguns fatos tomam uma proporção absurda... Pelo menos acho que foi isso que aconteceu. Hoje, pesquisando os fatos novamente, eu pedia Inteligência Artificial que fizesse uma pesquisa para eu confirmar algumas datas da época e,  o que  a IA me respondeu me deixou chocada... Mesmo! 

Leiam abaixo o que a IA disse e que distorção do que aconteceu. Não me parece ter havido essa intençao... Sei lá o que aconteceu. A copia não era falsificada. Pelo menos a pintura parece ter mesmo a antiguidade que diz. Agora, se é ou não é a verdadeira Madonna Colonna, isso é outra historia. Inclusive o proprio Caco Barcelos que foi até o local pesquisar, achou que seria mais provavel ser a de Rodeio a original. Claro que ele não é "o especialista" mas, relatou detalhes que os especialistas lhe apontaram sobre algumas tecnica de Raffael Sanzio que não estão presentes na que esta no museu na Alemanha e dizem ser a original, a verdadeira. 

“Na década de 1980 e início dos anos 1992, o Brasil (especialmente o Sul e São Paulo) virou alvo de golpistas do mercado de arte”. O "modus operandi" deles era exatamente a história que você descreveu:

A Falsa Relíquia: Golpistas tentavam vender uma cópia (falsificação) da Madonna Colonna de Rafael para colecionadores ricos ou museus brasileiros por milhões de dólares.

A Linha de História (Falsa Proveniência): Para convencer os compradores de que a obra era o "original verdadeiro" (e que o quadro em Berlim era uma cópia colocada pelos prussianos), os criminosos criavam uma história de fundo perfeita: afirmavam que a pintura havia sido saqueada da Prússia por volta de 1875 e trazida secretamente para o Brasil nos porões de um navio, escondida por uma família de imigrantes europeus."

Como disse acima eu não soube da historia por um bom tempo, mas sei que esse medico dedicou parte de sua vida a esta tela e por fim escreveu um livro. Essas teorias da conspiração que inventam por ai são um perigo! 

Não sei o Dr. Cadore ainda esta vivo, mas torço  para que ele ou a família consigam descobrir quem foi o autor de uma tela tão magnifica e continuo acreditando... É um Rafael autêntico! (Tá... não sou especialista, Mas... é um Rafael. rs rs ) 

Em 1993, quando soube que a Selma havia vendido à tela da Madona perguntei lhe sobre a outra tela... A do Cristo no Gólgota. Ela me disse que também havia sido vendida. Ocasionalmente perguntava a um ou outro se tinham noticias da tela. Mas não ouvi nada... Nenhuma noticia. Só que estaria num cofre na Inglaterra. Depois  soube que o médico que comprou a tela da Madonna lançou seu livro que narra sua história com a tela que comprou.  Imagino as dificuldades que teve e continua tendo para que o mercado “autentique” sua “Madona”. 

Mas eu quero te perguntar. Já havia ouvido falar deste quadro ? E voce, tem alguma outra teoria ? 

 

(1) Minha querida Tia Cema e o colecionador Natal Trevisani que era seu vizinho e também foi casado com uma prima de minha tia  estão para sempre em minhas queridas lembranças e são  assim descritos pela famosa “IA”:

 “A atuação de Iracema cruzou as fronteiras do Brasil. Ela se tornou uma das maiores pontes diplomáticas e culturais entre Santa Catarina e a província de Trento, na Itália Realizou um trabalho monumental de pesquisa ao publicar o livro “Rodeio: Histórias e Memórias””. E,

“... Graças a essa semente de orgulho e preservação plantada por ela e outros pesquisadores, Rodeio conquistou oficialmente o título de Capital Catarinense dos Trentinos.”

 Para nós sobrinhos ela continua sendo  muito mais que isso: Amada e Admirada, mas também foi a  Coordenadora dos Círculos Trentinos no Brasil, Fundamental no resgate das tradições antigas da região,  Só quem a conhece sabe disso e muito, muito mais. Salve querida Tia Cema.

Natal Trevisani era conhecido na região como um comerciante apaixonado por antiguidades que mantinha um antiquário em Rodeio que funcionava quase como um "bunker" de salvamento do passado. Numa época em que poucos davam valor a objetos velhos, papéis e artes sacras deterioradas pelas igrejas e antigas famílias de imigrantes, ele recolhia e guardava tudo. Seu faro histórico era tão apurado que a história da arte e do cinema catarinenses devem muito a ele: o resgate do cinema catarinense (filmes mudos perdidos achados em seu acervo), as telas encontradas na igreja e parte do seu acervo serviu como base para a fundação do “Museu dos Usos e Costumes da Gente Trentina”.

 (2) (Amauri Cadore, o proprietário atual da tela escreveu um livro que se chama "A Descoberta". Confesso que não consegui ler o livro. Continuo acreditando que ela é verdadeira e pelo que folheei não me parece que ele tenha conseguido provar que a tela é original. Um dia ainda lerei esta obra... Caso queiram maiores informações é só seguir este link: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/noticia/2012/11/catarinense-diz-possuir-original-de-quadro-renascentista-e-lanca-livro-sobre-a-historia-3966680.html). 


sexta-feira, 31 de maio de 2024

A PROCURA DO DIARIO DE MEU TIO

 


Oggi, guardando la pagina del Facebook del amico Vittorio Crapella, mi sono imbattuta con una canzone popolare che me ha ricordato i giorni in cui sono stata lì a Palu e Caiolo; la terra natale di mio padre.

Sono stati momenti di vacanze, gioia, tranquillità e tante emozioni perché ho conosciuto luoghi e tantti persone della sua giovinezza. 🌹

Oggi se ne sono andati quasi tutti ma i ricordi sono rimasti nel cuore.

É stato cosi que é venuto da me la ricordazione del mio papa. A lui piaceva cantare, ma non aveva la cosiddetta voce “accordata”. Da noi si dice “afinada”.
Eppure gli piaceva cantare! Proprio come io. 😁

Lui me ha insegnato molte canzoni popolari e di Guerra. Anche se sono canzone avversari . E cosi ho imparato: il l'inno dell'Internazionale, la Giovenezza, l'Hino di Mamelli, Bella Ciao, Il Capitano della Companhia, Mazzolin di Fiore, Inni Repubblicani, Monarchici, D'amore, di Gioia, Guerra, di Scherzo, di Dolore e tanti, tanti altri...

Canzoni che hanno scosso, incoraggiato e guarito l'anima di tantti persona e lui no faceva distinzioni politiche, ma sicuro que spiegava nel contesto del tempo, la storia e gli scontri.

Erano canzoni diversi, senza fare il conto del noto "politico" perché secondo lui, alla fine, hanno sbagliatte tutti, tutti hanno fatto diversi errori!

Questo lo dico io adesso, a tanti anni dalla sua morte. Questi sono i miei ricordi ma forse non è quello che ti direbbe lui adesso... Non lo so. Ma è così che lo ricordo. Un uomo generoso,onorato, lavoratore, onesto, corretto. Ammirato da tutti i suoi amici e che vedevano in lui un esempio di vita. E chesto lo posso dire con certezza perché sono state innumerevoli le segnalazioni di amici, compagni, dipendenti, clienti e familiari chi hanno detto chesto .

Ma dai... Non è particularmente questo che voglio farti sapere con questo testo.

La pagina di Crapella mi ha fatto ricordare dei miei zii Romeo e Pierina, che, ormai anziani, mi hanno accolto con grande affetto. Mi hanno portato a vedere tantti case di Caiolo, Palu, Sondrio e amici.
In uno di quei giorni, il mio zio confessò che fin da giovane lui scriveva un diario. Che tutti i fatti della sua vita erano in questo diario e che questo diario: "sarà tuo quando me ne andrò. Ti sarà inviato".

 Che nel diario ci saranno resoconti dei giorni trascorsi con loro e le emozioni che loro due hanno provato. E di piu, nel diario sarebbe quasi tutta la sua vita. I suoi pensieri e tutto ciò che ha vissuto durante e dopo la guerra.

Mio zio è morto ha tantissimi anni e non ho mai più sentito parlare di questo diario, non l'ho ricevuto né ho mai saputo cosa ne fosse stato.

Io sono una ricercatora di “Historia Popular”. Storie che a volte, non raccontano tutta la verità, solo parti di essa, racconti magici, miti. Oppure quei racconti della tradizione di un luogo, della famiglia. ( Non conosco la parola giusta in italiano ma da questa parte se dice così: História e Estória. La parola che inizia con "H" è la storia cronologica, vera, e quella che inizia con la lettera "E" è una storia inventata e con traci mitici).

Comunque...Mi piacciono la Storia, le Storie e la Cultura Popolare. E cosi, avolte penso al Diario di mio zio.Un diario che è andato perduto, che non ho mai ricevuto. Cosa ci sarebbe dentro? Quali storie conteneva questo diario?

Il poco che so di lui è che entrò nell'esercito con 18 anni e vi rimase per 10 anni. Inizialmente andò ad arruolarsi nell'esercito regolare, ma scoppiò la seconda guerra mondiale e ha dovutto restare.

 Quindi sono passati 10 anni. Da quello che ricordo, ha trascorso 10 anni nella “nell'ex Cecoslovacchia” finché si è ferito ad un polmone, è finito in ospedale e poi lo hanno mandato in pensione.

Quante storie devono essere state scritte in questo Diario?

Per i ricercatori, questo diario può essere di grande aiuto per raccontare un pezzettino di quel triste periodo...

Hai sentito parlare di questo diario? Forse un Diario simile? Quante altre ce ne saranno che potrebbero essere nei cassetti, in fondo a un baule, perso in un seminterrato o in una soffitta, nascosto?

Sono storie che aspettano di essere raccontate... Ci devono essere delle storie che qualcuno ha voluto raccontare per non essere dimenticato...

(Scusate gli errori, sono brasiliana e anche se ho imparato l'italiano ancor prima del "portoghese /brasiliano", la mancanza di pratica mi fa fare sbaglie).


sábado, 4 de dezembro de 2021

Fra Benedetto - Honorato Fiamoncini

Nona Carolina que contava. 
Ela teve um irmão que tinha o desejo de se tornar padre. 
Ele foi se preparar na Bahia junto com os Franciscanos.
Ela contava que a mãe dela, Nona Vitoria,  tinha o habito de se levantar bem cedinho como todos descendentes de imigrantes e numa manhã ela estava fazendo o café quando enxergou pela janela o filho se equilibrando na cerca. Ela levou um susto e dizem que ficou muito preocupada pois achou que era o filho dando algum aviso. 
De fato, poucos dias depois chegou a carta trasncrita abaixo.

PROVINCIALADO DOS PADRES FRANCISCANOS

BAHIA – BRASIL

 Bahia, 21 abril 1919

 Paz benção e consolação em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como já sabeis por um telegrama, aprouve a Deus chamar para o céu sem ninguém esperar o vosso santo filho, nosso mui amado Frei Benedicto. Chorei e como uma criança que perde a mãe porque não quis por na (?) perder o meu Frei Benedicto. Fizemos promessas sobre promessas, fomos de altar em altar para pedir de braços abertos a Deus que no lo conservasse, mas Deus achou melhor chama lo a si, frei Benedicto conformou se com a vontade divina com uma tranquilidade de espirito que todos admiramos. Tendo feito o seu retiro espiritual, Frei Benedicto recebeu no dia 5 deste mês a sagrada ordem de Diácono. Foi um dia de alegria em casa. Eu me achava fora do convento pregando numa pequena missão. Quando voltei dia 6 Frei Benedicto apresentou se radiante de alegria, agradecendo-me a caridade de o ter apresentado ao Exmo. Sr Arcebispo D. J      para a adoração.

Respondi lhe que agradecesse a Deus a dita de já pertencer aos números dos diáconos da Igreja, com Santo Estevão, São Lourenço, S. Eufrásio (Efraim?), e São Francisco. Ele sorriu e pediu a benção. Como Diácono deu... A Santa Comunhão para levar uma... há um doente. Na quarta feira dia 9 de abril começou a sentir se incomodado.

No dia seguinte manifestou se com uma febre que o vitimou com dor e espanto de todos que o conheciam e já amavam aqui. O irmão enfermeiro, os superiores os irmãos (?) tudo tentaram tudo fizeram para conservar lhe a vida. Fizemos promessas sobre promessas, celebramos missas e prometemos outras às almas, mais parece à febre atacou o coração. Até terça feira de manha tinha alguma esperança, mas Frei Benedicto disse-nos que seu Deus o queria no céu.

Ele mesmo pediu os santos sacramentos e os recebeu com a piedade e tranquilidade de sempre. O irmão enfermeiro lhe havia dito que nos últimos tempos (desde 1912 para cá) não havia morrido nenhum religioso na Bahia. Frei Benedicto respondeu sorrindo eu (?).

 - serei o primeiro meu irmão. E é bom que eu vá agora. Agora é mais fácil, sou diácono, com mais responsabilidade e tenho medo do sacerdócio.

- Frei Benedicto quisera trocar com você!

- Não meu irmão, não troco com ninguém! “Fiat volutas Deu”

- Vamos rezar Frei Benedicto para você ficar bom.

- Sim, mas se Deus quiser (também está bom?).

 O Superior da casa, Frei Mauro, não mais se afastou da cama de Frei Benedicto.

Quando fui vê lo pouco depois do meio dia e contar lhe quantas promessas eu tinha feito por ele, ouviu e me beijou a mão.

Eu esperava (...)? Contra toda a esperança...

Mas o mal agravava se e às 6 horas da tarde o nosso querido Frei Benedicto foi transferido para o céu.

Embora desde a manha estivesse prevenido para receber este golpe não pude conter-me diante da realidade de perder aqui o melhor de meus religiosos estudantes. Era tão (?), tão humilde, tão amável e ajudava muito na direção da  adoração Mariana?() que ficaram sem sentidos.

Chorei em soluços e só depois de algumas horas me Consolei com o pensamento de termos mais um lá no céu que (Santo?). Frei Benedicto o era.

Lá poderá fazer mais do que aqui em favor da nossa Província Franciscana de Santo Antonio que tanto ele (apoiava/amava?).

Na quarta feira de trevas, levamos o nosso querido Frei Benedicto ao nosso cemitério que é próprio da nossa ordem onde descansa junto com 18 franciscanos que já foram adiante preparar-nos um lugar no céu.

A sepultura é perpetua e tratada para sempre com religioso cuidado. Nós costumamos fazer com os nossos irmãos falecidos a mesma missa da quinta feira santa. Ofereci por ele e depois já foram (...) serão celebradas.

Envio, pois um abraço de condolências aos queridos pais e parentes do nosso saudoso frei Benedicto e peço que se consolem em Jesus e Maria. Rezem por mim.

Fr. Eduardo Herberhold

Ministro Provincial

Frei Benedicto morreu no dia 15 de abril de 1919 as 18:00  horas , provavelmente de febre amarela.

5/4 – recebeu ordem de Diacono

6/4 – leva hóstia a doente

9/4 – sintomas da doença

20/4/1919 – pascoa de 1919

 DOM EDUARDO HERBERHOLD

 

1°BISPO AUXILIAR DE SANTARÉM-(1928-1931) GOVERNO DE DOM AMANDO BAHLMANN

NASCEU EM LIPPSTADT, ALEMANHA, A 28 DE JUNHO DE 19872.
INGRESSOU NA ORDEM DOS FRADES MENORES, A 04 DE MAIO DE 1890.
CHEGOU AO BRASIL(RECIFE-PE),A 10 DE JULHO DE 1894.
ORDENADO EM SALVADOR, BAHIA, A 18 DE AGOSTO DE 1895.
ELEITO MINISTRO PROVINCIAL, A PRIMEIRA VEZ EM 1913, A 2° 1926.
NOMEADO BISPO TITULAR DE HERMÓPOLIS-MAIOR E AUXILIAR DO PRELADO DE SANTARÉM, A 07 DE JANEIRO DE 1928.SAGRADO BISPO EM SALVADOR, 06 DE MAIO DE 1928.
TOMUOU POSSE COMO BISPO AUILIAR, EM SANTARÉM, A10 DE SETEMBRO DE 1928.
TRASFERIDO PARA A DIOCESE DE ILHÉUS, A 30 DE JANEIRO DE 1931.
FALECEU EM SALVADOR, BAHIA , EM 24 DE JUNHO DE 1939.
FOI SEPULTADO EM ILHÉUS, BAHIA, NA CATEDRAL CONTRUÍDA SOB SEU GOVERNO. 

 

obs :. A PROVA DA CRUZ

A febre amarela que assolou os Estados da Bahia e de Pernambuco foi a prova da cruz pela qual passou Província Franciscana de Santo Antônio.
Os documentos históricos dão conta de que foram 14 as vidas ceifadas de jovens frades, entre 20 e 30 e poucos anos, nove na Bahia e cinco em Pernambuco.
http://freimilton-ofm.blogspot.com.br/

 O bispo Dom Eduardo Herberhold nasceu em Lippstadt, na Westfália, Alemanha em 28 de junho de 1876. Filho de Henrique Herberhold e Teresa Utzel Herberhold.

Somente depois de muitas orações e meditações é que tomou a decisão de seguir a carreira eclesiástica.
Em 1890 recebeu o hábito de São Francisco.
Tomou posse como bispo de Ilhéus em 30 de janeiro de 1931.
Dom Eduardo foi um dos que trabalharam para a construção da Catedral, vindo a falecer em 1939. Histórico

A construção da magnífica CATEDRAL DE SÃO SEBASTIÃO foi iniciada em 1931 por Dom Frei Eduardo Herberhols da Diocese de Ilhéus, dando início ao fantástico projeto do arquiteto Salomão da Silveira. A Catedral é o mais esplêndido Templo Católico do sul da Bahia, com estilo Eclético, Religioso. Romântico e Renascentista e a sua inauguração ocorreu em 1967. A sua beleza e suntuosidade é um grande convite para Missa, Batismo, Crisma, Casamento e também para Meditação e Oração com Deus.

Os nossos sonhos, a nossa família, as nossas ambições jamais seriam os mesmos com a ausência da Catedral, pois é nesse espaço que adquirimos forças para enfrentar os obstáculos, os fracassos, como também celebrar as nossas vitórias. Fé é fundamental e também confiança em Deus em todos os dias de nossas vidas. A imensidão e o universo divino da Catedral nos encantam e nos conduz a horizontes sem fim, criando uma atmosfera de paz em cada um de nós e uma nova vida, de futuro e de intelectualidade.

 

Livro Adoremus !

Manual de Orações e Exercicios Piedosos

Principalmente para o uso da Juventude Christã

Ano: 1924

Autor: Frei Eduardo Herberhold

MADONNA COLONNA - AINDA UM MISTÉRIO

  Para mim foi uma emocionante descoberta sobre uma obra de “Rafael Sânzio” vinda com imigrantes para o Brasil em 1875. E tudo começou em 19...