sexta-feira, 31 de maio de 2024

LUIGINA BONINI

 

Luigina Bonini

Caiolo - *31/12/1921

Caiolo -   02/10/1940

 

 Não sei em que momento eu soube quem era ela.

 Desde que me lembro ela era somente “a irmã dele que morreu com 18 anos” e da qual pouco se falava e eu não conhecera.

Meu interesse sobre quem ela foi crescendo na medida em que os anos se passavam.

Primeiro eu quis saber quem eram os pais dele. Depois a curiosidade foi para amigos, namoradas, fatos da vida interessante que ele teve como guerra, trabalhar nas minas de carvão, imigração etc...

O nome dela não era comentado.

Foi folheando o álbum que me interessei por essa moça.

Primeiro foi:

- Quem é Pai?

- Minha irmã

- Imã? Não sabia? Onde ela mora? É casada? Mora na Itália?

- Não... Morreu nova

A forma como ele respondia as minhas perguntas passava uma sensação de coisa normal. Nada dramático. Uma morte, natural, comum... Como se tivesse morrido quando ele muito pequeno e não se lembrasse muito dela. Então comecei a fazer as contas...

Ela era só três anos e nove meses mais velha que ele. O irmão mais próximo, no casa, a irmã.

Conclui então que devem ter brincado juntos, foram próximos. E, foi “velha” o bastante para tomar conta dele e brincar com ele.

Talvez tenha sido ela que conseguiu o trenó para ele brincar de deslizar na neve quando o inverno chegava.

Era velha o bastante para se preocupar com ele quando ficava doente ou quando ele sumia nos pastos ou se escondia no estabulo ao lado da casa e passava a noite deitado no feno com os bezerros que nasciam. 

E a curiosidade aumentava.  

- De que morreu Pai?

- Ficou doente.

- Que doença Pai?

 Lembro-me da primeira resposta: ela ficou doente porque durante uma época de inverno ela saiu muito para dar injeções nas pessoas. Então pensei que ela teria sido uma enfermeira uma auxiliar talvez. Mas não. Ela só aprendeu a dar injeções naquela pequena “frazione” onde pouco conforto havia

Quando éramos crianças meu pai tinha um temor que transparecia quando ficávamos gripadas e foi somente quando soube da história de Luigina que entendi a origem do medo que sentia.

 - Olha o pulmão dessas meninas. Cuidado!

 Naquela época a tuberculose era um temor para todos. A cura só chegará durante a segunda guerra mundial. Até então ela estava disseminada em todos os lugares, pasises, e regiões. Não tinha cura e era democrática. Ou seja, não escolhia rico ou pobre. Acometia a todos chegando a ser “romantizada” e eternizada em vários romances como “A Dama das Camélias”. Como não tinha um remédio especifico a única solução era uma alimentação forte, farta, descanso e o tal “bom ar”. O bom ar eles já tinham. Moravam em uma das melhores regiões do mundo para a tal cura: Alpes Italianos. Alimentação também não era problema. Os Sanatórios estavam todos próximos. Então, acreditavam numa cura para Luigina que nunca chegou.

 - Quantos anos tinha?

- 18 anos

- Tinha namorado?

- Tinha, era um rapaz de Caiolo.

- O senhor se lembra dela? Como ela era?

- Ela se parecia um pouco com a Cátia. Era moça alegre, sorridente. Gostava de ajudar todo mundo.

 Certo dia, eu já era casada e estávamos à mesa eu resolvi perguntar de novo.

- Pai, afinal. Conta direito à história da Luigina.

- Vou te contar. Mas depois não me pergunte nunca mais! Não gosto de ficar lembrando isso.

 Então percebi que a morte dessa irmã que sempre me pareceu “natural” foi uma tragédia para meu pai. E foi exatamente isso que ele contou:

 Ela tinha aprendido “corte costura. Como se diz em italiano “fare la sarta”.

Havia aprendido também a dar injeções. Talvez tenha aprendido quando ele teve “Tifo” e quase morreu. Ou tenha herdado esse dom de cuidar dos outros de seu pai, Daniele.

O Palú é uma “frazione” de Caiolo situado na Província de Sondrio. Norte da Itália muito perto da fronteira da Suíça, uns 15 minutos. Lugar gelado, afastado da cidade com montanhas com neve perene e muitas arvores. As pessoas que ali moravam podiam ser camponeses, mas também haviam outras profissões, mas todos também eram conhecidos como: Montanari, ou povo de montanha.

Uma das profissões comuns para a sobrevivência era ser: Lenhador.

Lembro de meu pai me contar que sua mãe perdeu um filho de nome Guilherme Bonini, mas ele não conheceu. Hoje penso que esse “Guglielmo” deve ter sido o primeiro filho de minha Nonna Emília. Isso porque analisando a data de casamento dela com meu Nonno eles só tiveram o primeiro filho muitos anos depois do casamento. Acho que na realidade o Guglielmo foi o primeiro filho. Ele deve ter morrido quando meu pai nem era nascido. Digo isso porque Nonno Daniele havia se casado com uma primeira esposa que morreu no parto A criança se chamou Antônio. Ela morreu em 1908.

Nonno Daniele e Nonna Emília se casaram dois anos depois em 1910. Isso era comum. Afinal quem tomaria conta de Antônio? O tio Romeo que é o filho mais velho nasceu em 1916. Seis anos sem ter filhos? Isso não era comum naquela época mesmo porque depois do tio Romeu eles tiveram Evelino em 1919, Luigina em dezembro de 1921 e meu pai em 9/1925 quando minha Nonna tinha quase 44 anos.

Achei estranho e minha desconfiança aumentou ainda mais quando na minha pesquisa apareceu uma homenagem a um jovem chamado “Guglielmo Zamboni” que morreu em 1925 (ano que meu pai nasceu) em “Colorina” devido ao corte de arvores. Se este fosse o irmão mais velho de meu pai e fazendo as contas do casamento de Daniele e Emília ele deveria ter seus 14 anos. As coisas se encaixam. Se é esse o tal Guglielmo eu não sei, mas acredito ser bem provável.

Lembro de meu pai me dizer que muitos procuravam o Nonno Daniele para se curarem de pernas quebradas, ossos partidos etc... Ele colocava os ossos no lugar, fazia massagens e cataplasmas e benzia... Meu pai não gostava de ver essas pessoas que sempre recorriam a ele dentro da pequena casa.

 Meu pai não gostava de nos ver jogando baralho. Certo dia ele comentou que na casa dele eram cinco homens e duas mulheres... Depois que Luigina morreu era uma só. Ele dizia que com muita frequência eles jogavam baralho e ele não gostava da confusão que se transformava a casa.

A casa deve ter se transformado quando Luigina morreu. Para ele deve ter sido difícil.

Ele contou como foi difícil vê la sair da casa em uma maca... Nunca mais voltou. Foi internada no “hospital”. Sempre ia visita la. Não podia chegar perto. Ela aparecia na janela e sorria e lhe abanava com as mãos.

 Quando ele ganhou a bicicleta que tanto queria foi mostrar para ela. Ela ficou muito satisfeita ao ve lo na bicicleta que tanto almejava.

Bike sempre foi um desejo de um jovem e ele tinha seus 13 ou 14 anos.

Naquele tempo a bicicleta surgia como um símbolo do esportista, mas também foi muito usada na Primeira Guerra. Os soldados podiam andar com mais velocidade.  

Se era nova? Não sei. Era uma Bicicleta e para um jovem era um “Big presente”. Eles não eram ricos, mas a mesa era farta por conta dos produtos que plantavam, colhiam ou da criação: salames, queijos, manteiga, frutas, castanhas, verduras. No verão colhiam e faziam conservas e compotas para terem esses produtos no inverno. Tinham ovelhas que lhes dava a lã. Faziam seus próprios colchões, edredons etc... Produziam quase tudo em casa, mas havia coisas que lhes faltava. Um bom sapato, relógio, tecidos mais finos e os produtos industrializados que se tornavam o desejo principalmente dos jovens.

 Sua lembrança ficou nas três fotos que tenho dela.

A Primeira é de 1925. Ela com três anos meio. Meu pai estava sendo gestado pela minha avó.

A Segunda foto é da Primeira Comunhão. Apesar de não saber ao certo qual é ela eu tenho quase certeza que é a menina menor, toda de branca. Na primeira fila da esquerda para a direita.

A terceira foto é dela mais velha. De ter seus 17, 18 anos?

  Sua imagem forte ficou na foto, na lembrança de meu pai, nas minhas historias e seu nome esta na lapide do cemitério atrás da Igreja de São Vitorio em Caiolo.

Assim foi a breve vida de Luigina. Morreu durante a segunda guerra mundial. Meu pai tinha 15 anos. No ano seguinte a morte de Luigina começaria outra etapa da vida de meu pai...

 Ele seria chamado para o exercito de Mussolini com a turma de 1925, a chamada “Turma da Marmelada” assim conhecida porque por serem menores de idade ainda tinham direito a um pedaço de “marmelada” nos cupons de racionamento da guerra que então todos recebiam. Fugiria do exercito, se tornaria partizan, depois da guerra faria o Exercito regular por dois anos. Trabalharia nas Minas de Carvão... Imigraria para o Brasil e para quem não gostava de uma casa cheia de homens bagunceiros e barulhentos ele teria só filhas mulheres. Três ao todo... Sempre quis menino. Não veio... Ironia. Teria quatro netos sendo três meninas e um menino que ele conheceu e quando o pegava no colo sentia um contentamento sem fim.

Na última conversa que tive com ele um dia antes de morrer lembro dele recomendar muito cuidado e atenção com minha filha e meu filho a fim de que tambem não engordassem pois bebe obeso se transformavam em adultos obesos e isso não era saudavel. 








quarta-feira, 13 de abril de 2022

Carmènére - Minha uva preferida

 Desde a primeira vez que tomei um vinho CARMENERE eu fiquei apaixonada pelo aroma e sabor.

 Lembro-me da sensação. Era como se eu estivesse tomando pela primeira um vinho de verdade. Foi estranho.  Fiquei tão intrigada que fui em busca de mais informações sobre essa uva e acabei encontrando uma historia superinteressante.

Estudiosos dizem que a uva Carmènére, apesar de não ser a uva mais apreciada pelos antigos romanos, é a uva que chegou até nós com o sabor mais próximo do vinho que eles tomavam.  Originaria da Espanha ou Portugal foi levada ainda nos primeiros anos após a era crista para a região francesa de Bordeaux.  Desapareceu no século XIX com a praga que dizimou a indústria do vinho na Europa e só reapareceu para espanto dos especialistas, no Chile em 1994. Cientistas acreditam que ela tenha chegado ao Chile antes da praga atingir as vinhas da Europa e ficou isolada do mundo pela Cordilheira dos Andes que a protegeu.

 Não sabemos exatamente onde o vinho nasceu. Acredita se que tenha se desenvolvido em diversas partes do mundo, mas principalmente na Ásia.

 Existe uma lenda que diz ter sido descoberto por uma mulher.

Ah!  As mulheres! Responsáveis pela descoberta do vinho e da cerveja. Começo a crer que temos que fazer uma correção em alguns livros: Não Fo uma maça! Foi uva e cevada. Vinho e cerveja.

Pensando bem, a gente sabe que há milênios fazem libação com vinho.  O vinho sempre simbolizou o sangue. Já a cevada para mim representa o pão, o corpo, o material.  O vinho alimenta o espírito, a alma.   A cerveja (pão liquido) era o alimento do corpo e ajudou a construir as pirâmides, conventos e sabe se lá mais o que. O vinho lembra algo mais sofisticado. A cerveja mais popular. Cristo usou o pão e o vinho para fazer se lembrado. Abençoou.  O corpo e o sangue. Penso muito em toda essa simbologia, mas vou parando por aqui nesta reflexão.  

Voltando a mulher que descobriu o vinho, ela era uma princesa Persa que se sentindo rejeitada pelo rei resolveu se suicidar com suco de uva estragado. Ao invés de morrer ela ficou tão alegre que acabou reconquistando o Rei. Grande descoberta.

Já o antigo testamento nos diz que após o grande dilúvio, assim que puderam sair da Arca, Noé e seus filhos plantaram uma videira.  Ainda bem que plantaram.

O certo é que foram os romanos que expandiram o cultivo e o consumo da uva nos territórios conquistados: Europa e Norte da África.

No século XIX, precisamente em 1862 um tal de Monsieur Borty recebeu para pesquisa umas mudas originarias da America do Norte e as plantou no seu quintal no Languedoc.  Acreditam que junto com as mudas ele trouxe junto uma a terrível praga: Filoxera. Uma espécie de pulgão que se espalhou em toda a Europa.

Em poucos anos todos os vinhedos da Europa e principalmente os da França, Espanha e Portugal foram atacados pela terrível praga dizimando culturas inteiras de vinhos e exterminando diversas variedades de uva. Esta praga levou a fabricação de vinhos da França a ruína. Até então o conhaque e os vinhos eram as bebidas preferidas no mundo.

O vinho em poucos anos se transformou numa bebida cara e difícil de obter.

Foi exatamente neste período que nos Estado Unidos o Whisky feito do centeio se expandiu.  Foi também nesta época que bebidas alcoólicas feitas com ervas foram desenvolvidas. O absinto é um exemplo. Ele se tornou a bebida preferida dos artistas.  Alguns atribuem ao absinto o estilo de pintura e arte desenvolvida por eles que demonstravam os “distúrbios psicológicos” que alguns possuíam.

Muitas pesquisas e alguns anos depois eles finalmente conseguiram contornar a destruição dos vinhedos fazendo enxertos nas vinhas remanescentes e com o tempo o vinho foi reaparecendo nas prateleiras porem ele não tinha mais o mesmo volume de venda como no passado. Foi então que os produtores de vinho resolveram demonizar o Absinto dizendo ser ele o responsável pelas alucinações dos artistas. O Absinto só foi reabilitado em 2007.

Enquanto isso no mundo não existia mais nenhuma uva como a que existia no passado. Todas eram (e são) enxertadas. Existem uma ou duas cepas que os especialistas especulam a possibilidade de serem antigas, mas ainda não há uma conclusão definitiva.

Enquanto isso o Chile que recebeu muitos imigrantes europeus foi desenvolvendo uma vinicultura que ano a ano se aprimorava e a uva Merlot se destacava.  Porem um detalhe intrigava os viticultores.  Alguns frutos da uva que eles acreditavam ser a Merlot tinham um tempo de amadurecimento bem mais longo que o usual.

Somente em 1994 que uma equipe de especialistas realizou um exame de DNA nas mudas viniferas e constatou que durante 150 anos os vinhos Chilenos foram rotulados com o nome de sua casta de forma errada. Rotulavam Merlot, mas era Carmènére.  Hoje, 90 % da produção da uva Carmènére se originou no Chile e ela se transformou no símbolo do Chile.

sábado, 4 de dezembro de 2021

Fra Benedetto - Honorato Fiamoncini

Nona Carolina que contava. 
Ela teve um irmão que tinha o desejo de se tornar padre. 
Ele foi se preparar na Bahia junto com os Franciscanos.
Ela contava que a mãe dela, Nona Vitoria,  tinha o habito de se levantar bem cedinho como todos descendentes de imigrantes e numa manhã ela estava fazendo o café quando enxergou pela janela o filho se equilibrando na cerca. Ela levou um susto e dizem que ficou muito preocupada pois achou que era o filho dando algum aviso. 
De fato, poucos dias depois chegou a carta trasncrita abaixo.

PROVINCIALADO DOS PADRES FRANCISCANOS

BAHIA – BRASIL

 Bahia, 21 abril 1919

 Paz benção e consolação em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como já sabeis por um telegrama, aprouve a Deus chamar para o céu sem ninguém esperar o vosso santo filho, nosso mui amado Frei Benedicto. Chorei e como uma criança que perde a mãe porque não quis por na (?) perder o meu Frei Benedicto. Fizemos promessas sobre promessas, fomos de altar em altar para pedir de braços abertos a Deus que no lo conservasse, mas Deus achou melhor chama lo a si, frei Benedicto conformou se com a vontade divina com uma tranquilidade de espirito que todos admiramos. Tendo feito o seu retiro espiritual, Frei Benedicto recebeu no dia 5 deste mês a sagrada ordem de Diácono. Foi um dia de alegria em casa. Eu me achava fora do convento pregando numa pequena missão. Quando voltei dia 6 Frei Benedicto apresentou se radiante de alegria, agradecendo-me a caridade de o ter apresentado ao Exmo. Sr Arcebispo D. J      para a adoração.

Respondi lhe que agradecesse a Deus a dita de já pertencer aos números dos diáconos da Igreja, com Santo Estevão, São Lourenço, S. Eufrásio (Efraim?), e São Francisco. Ele sorriu e pediu a benção. Como Diácono deu... A Santa Comunhão para levar uma... há um doente. Na quarta feira dia 9 de abril começou a sentir se incomodado.

No dia seguinte manifestou se com uma febre que o vitimou com dor e espanto de todos que o conheciam e já amavam aqui. O irmão enfermeiro, os superiores os irmãos (?) tudo tentaram tudo fizeram para conservar lhe a vida. Fizemos promessas sobre promessas, celebramos missas e prometemos outras às almas, mais parece à febre atacou o coração. Até terça feira de manha tinha alguma esperança, mas Frei Benedicto disse-nos que seu Deus o queria no céu.

Ele mesmo pediu os santos sacramentos e os recebeu com a piedade e tranquilidade de sempre. O irmão enfermeiro lhe havia dito que nos últimos tempos (desde 1912 para cá) não havia morrido nenhum religioso na Bahia. Frei Benedicto respondeu sorrindo eu (?).

 - serei o primeiro meu irmão. E é bom que eu vá agora. Agora é mais fácil, sou diácono, com mais responsabilidade e tenho medo do sacerdócio.

- Frei Benedicto quisera trocar com você!

- Não meu irmão, não troco com ninguém! “Fiat volutas Deu”

- Vamos rezar Frei Benedicto para você ficar bom.

- Sim, mas se Deus quiser (também está bom?).

 O Superior da casa, Frei Mauro, não mais se afastou da cama de Frei Benedicto.

Quando fui vê lo pouco depois do meio dia e contar lhe quantas promessas eu tinha feito por ele, ouviu e me beijou a mão.

Eu esperava (...)? Contra toda a esperança...

Mas o mal agravava se e às 6 horas da tarde o nosso querido Frei Benedicto foi transferido para o céu.

Embora desde a manha estivesse prevenido para receber este golpe não pude conter-me diante da realidade de perder aqui o melhor de meus religiosos estudantes. Era tão (?), tão humilde, tão amável e ajudava muito na direção da  adoração Mariana?() que ficaram sem sentidos.

Chorei em soluços e só depois de algumas horas me Consolei com o pensamento de termos mais um lá no céu que (Santo?). Frei Benedicto o era.

Lá poderá fazer mais do que aqui em favor da nossa Província Franciscana de Santo Antonio que tanto ele (apoiava/amava?).

Na quarta feira de trevas, levamos o nosso querido Frei Benedicto ao nosso cemitério que é próprio da nossa ordem onde descansa junto com 18 franciscanos que já foram adiante preparar-nos um lugar no céu.

A sepultura é perpetua e tratada para sempre com religioso cuidado. Nós costumamos fazer com os nossos irmãos falecidos a mesma missa da quinta feira santa. Ofereci por ele e depois já foram (...) serão celebradas.

Envio, pois um abraço de condolências aos queridos pais e parentes do nosso saudoso frei Benedicto e peço que se consolem em Jesus e Maria. Rezem por mim.

Fr. Eduardo Herberhold

Ministro Provincial

Frei Benedicto morreu no dia 15 de abril de 1919 as 18:00  horas , provavelmente de febre amarela.

5/4 – recebeu ordem de Diacono

6/4 – leva hóstia a doente

9/4 – sintomas da doença

20/4/1919 – pascoa de 1919

 DOM EDUARDO HERBERHOLD

 

1°BISPO AUXILIAR DE SANTARÉM-(1928-1931) GOVERNO DE DOM AMANDO BAHLMANN

NASCEU EM LIPPSTADT, ALEMANHA, A 28 DE JUNHO DE 19872.
INGRESSOU NA ORDEM DOS FRADES MENORES, A 04 DE MAIO DE 1890.
CHEGOU AO BRASIL(RECIFE-PE),A 10 DE JULHO DE 1894.
ORDENADO EM SALVADOR, BAHIA, A 18 DE AGOSTO DE 1895.
ELEITO MINISTRO PROVINCIAL, A PRIMEIRA VEZ EM 1913, A 2° 1926.
NOMEADO BISPO TITULAR DE HERMÓPOLIS-MAIOR E AUXILIAR DO PRELADO DE SANTARÉM, A 07 DE JANEIRO DE 1928.SAGRADO BISPO EM SALVADOR, 06 DE MAIO DE 1928.
TOMUOU POSSE COMO BISPO AUILIAR, EM SANTARÉM, A10 DE SETEMBRO DE 1928.
TRASFERIDO PARA A DIOCESE DE ILHÉUS, A 30 DE JANEIRO DE 1931.
FALECEU EM SALVADOR, BAHIA , EM 24 DE JUNHO DE 1939.
FOI SEPULTADO EM ILHÉUS, BAHIA, NA CATEDRAL CONTRUÍDA SOB SEU GOVERNO. 

 

obs :. A PROVA DA CRUZ

A febre amarela que assolou os Estados da Bahia e de Pernambuco foi a prova da cruz pela qual passou Província Franciscana de Santo Antônio.
Os documentos históricos dão conta de que foram 14 as vidas ceifadas de jovens frades, entre 20 e 30 e poucos anos, nove na Bahia e cinco em Pernambuco.
http://freimilton-ofm.blogspot.com.br/

 O bispo Dom Eduardo Herberhold nasceu em Lippstadt, na Westfália, Alemanha em 28 de junho de 1876. Filho de Henrique Herberhold e Teresa Utzel Herberhold.

Somente depois de muitas orações e meditações é que tomou a decisão de seguir a carreira eclesiástica.
Em 1890 recebeu o hábito de São Francisco.
Tomou posse como bispo de Ilhéus em 30 de janeiro de 1931.
Dom Eduardo foi um dos que trabalharam para a construção da Catedral, vindo a falecer em 1939. Histórico

A construção da magnífica CATEDRAL DE SÃO SEBASTIÃO foi iniciada em 1931 por Dom Frei Eduardo Herberhols da Diocese de Ilhéus, dando início ao fantástico projeto do arquiteto Salomão da Silveira. A Catedral é o mais esplêndido Templo Católico do sul da Bahia, com estilo Eclético, Religioso. Romântico e Renascentista e a sua inauguração ocorreu em 1967. A sua beleza e suntuosidade é um grande convite para Missa, Batismo, Crisma, Casamento e também para Meditação e Oração com Deus.

Os nossos sonhos, a nossa família, as nossas ambições jamais seriam os mesmos com a ausência da Catedral, pois é nesse espaço que adquirimos forças para enfrentar os obstáculos, os fracassos, como também celebrar as nossas vitórias. Fé é fundamental e também confiança em Deus em todos os dias de nossas vidas. A imensidão e o universo divino da Catedral nos encantam e nos conduz a horizontes sem fim, criando uma atmosfera de paz em cada um de nós e uma nova vida, de futuro e de intelectualidade.

 

Livro Adoremus !

Manual de Orações e Exercicios Piedosos

Principalmente para o uso da Juventude Christã

Ano: 1924

Autor: Frei Eduardo Herberhold

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Ditados dos Antigos Italianos Imigranges

 "Chi voi che l´amicizia staga, bisogn che `nzestel el vegna e `n`altro `l vaga"

"Para os que querem que uma amizade permaneça precisa que uma cesta chegue e outra vai"


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Uma Sã Desobediencia com a Cura das Maças


Neste tempo de covid 19 eu acabei me lembrando de uma historia da infância de meu pai que ele sempre nos contava.
Para os que não me acompanham, eu esclareço que ele nasceu no Norte da Itália, num pequeno lugarejo chamado Palú na comunidade de Caiolo, Província de Sondrio, Lombardia, região atualmente assolada drasticamente pela pandemia do Covid 19.
Eu não sei bem em que data... Acredito que tenha sido em 1937 ou 1938, quando ele tinha por volta de 13 anos de idade que o lugarejo foi acometido por um surto de tifo e muitas pessoas ficaram doentes e várias morreram.
Meu pai assim como alguns amigos também adoeceu de “tifo”. Ficou tão doente que achavam que ele iria morrer. Todos os sintomas vieram muito fortes. Deste período  ele só se lembrava da febre e de seus pais muito preocupados com seu estado:
“febre alta, persistente e difícil de controlar, dor de cabeça muito forte, prostração. Com o agravamento do quadro, eles evoluem para delírio e estupor (inconsciência profunda)."(2)
Enfim depois de vários dias a febre foi embora e ele recobrou a consciência e começou a sentir uma fome e uma sede brutal, mas  seus pais não o deixavam comer ou beber, restringiram drasticamente sua alimentação. Na verdade essa era a crença naquele tempo: Após a febre o convalescente não podia se alimentar pois o tifo é um tipo de infecção intestinal que lesa muito o intestino. Assim, para proteger o doente ele restringiam a alimentação daqueles que apresentavam uma melhora. Hoje sabemos que o excesso dessa restrição alimentar neste período causou a morte de muitas pessoas que podiam ter sobrevivido.
E isso estava acontecendo com aquele menino... Meu pai.
Ele já havia superado a febre, a pior fase da doença mas, agora, a sede e a fome o estavam matando. Era questão de dias, poucos dias.
Seus pais eram colonos. Moravam numa pequena, modesta e típica casa da região, ou seja: A casa tinha um sótão onde colocavam para secar o excedente das colheitas que tinham e durante o surto de tifo o sótão estava cheio de... MAÇAS! Deliciosas maças secando no sótão. O aroma descia pela tosca e íngreme escada e perfumava a pequena casa.
Enlouquecido pela fome e pela sede ele não resistiu e  desobedeceu as recomendações do médico e de seus pais. Esperava a noite chegar e todos irem dormir e no silencio da noite, o fraco menino se arrastava até o sótão onde se fartava de comer maças: uma, duas, três, dez maças e depois de saciado ele retornava feliz para a sua cama, em silencio, não contando sua aventura para ninguém.
Assim começou a dormir durante o dia e a noite voltava ao sótão para se saciar de maças.
Os dias foram passando e ele se recuperando e então sob recomendação médica começaram a lhe dar sopa e agua... Enfim...ele se recuperou.
Só contou a historia das maças para seus pais depois de passado muito tempo. Para nós  suas filhas, ele contava essa historia rindo e não entendia bem o porque ele se “safou” do tifo. 
Já era avô quando ele contou essa historia a um médico. Esse médico lhe disse que na verdade essa sua desobediência de comer as maças que lhe salvou a vida pois elas lhe forneceram agua e possuiam os nutrientes necessário, ideais para  sua recuperação.
Maças como sabemos hoje são ótimas para o intestino... E o salvou.
Uma sã desobediência...
Ele dizia então: Que foi a Cura das Maças


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

CAPITULO III – ALGUMAS HISTORIAS DE SINOS E OS HOMENS CARVÃO


 
NAVIO CORRIENTES

Não tinha negociação. Hora de almoço e jantar era todos juntos á mesa, almoçando e jantando na mesma hora. 
Claro que tentávamos fugir do ritual da mesa afinal era jovem e tínhamos muito para ver, fazer ou mesmo não fazer nada: só ver TV. Eu já era magérrima e isto deixava meus pais preocupados porque eu mal me sentava á mesa e já queria sair. Mesmo assim, foi em volta da mesa que conversei muito com ele e foi ali sentada que deve ter nascido essa minha vontade de ficar procurando historias da família. Era em volta da mesa que ele contou a sua historia. . Não é que tínhamos uma vida social agitada, mas nossa casa era frequentada por amigos, parentes distantes e próximos e como uma boa família italiana era em volta dela que a conversa se desenrolava. Muitas vezes, após o jantar ou o almoço do domingo, saiamos dela e íamos para a sala, conversar, ouvir musica e às vezes dançar.
Naquele tempo, e nem é tão distante, tínhamos o costume de ouvir musica e dançar na sala das casas. 
Quantos aniversários e réveillons eu fiquei de “DJ” ao lado do toca disco para fazer o povo dançar.  Era divertido.
Meu pai chegou ao Brasil em 1952. Veio a bordo do navio “Corrientes”.
Lembro-me dele contando das recomendações feitas pelos amigos com relação à alimentação no Brasil, no caso Rio de Janeiro: não beba água a não ser a mineral, não coma em qualquer restaurante, não coma feijoada.
Assim que chegou ao Rio de Janeiro ele foi apresentado à famosa “feijoada”. Ele se sentiu enojada com aquela “gororoba” preta e gosmenta, mas foi só comer uma vez e ficou um eterno apaixonado pela iguaria brasileira.
Antes de chegar ao Brasil meu pai havia morado por uns três anos na Bélgica trabalhando nas minas de carvão em Liége.  Hoje esta mina foi fechada e contam historias terríveis sobre ela de como era perigosa e como sofriam os que lá trabalhavam.  Ele contava que tinham um sistema de proteção que para a época era bem moderno porem também dizia que a mina era terrivelmente perigosa, pois era muito grande e funda. Ele trabalhou nas minas logo depois da guerra para juntar dinheiro que começou a mandar para seus pais. Com esse dinheiro seu pai pode comprar uma vaca que fez historia na família: La Muca Perla. A tal vaca era uma vaca premiada, mas que havia tido uma infecção em uma das tetas e por esse motivo foi vendida muito abaixo do preço. Essa vaca recebeu atenção especial na casa de meu Nono Daniele pois ele pode voltar a fazer manteiga e queijo para família e vender o excedente.
Para ela foi separada uma grande “campana” (sino) com um largo cinto de couro e com uma fivela feita de estanho e prata toda trabalhada.
Quando estive na Itália visitando meu tio Evelino ele me deu de presente a tal “campana” dizendo que por mérito era de meu pai, pois foi ele quem mandou o dinheiro para comprar a “Perla”. 
Fiquei muito contente com o presente e resolvi vir com ele numa sacola de mão juntamente com vários itens proibidos para viagem como queijos, salames, funghi, bresaola etc..
Tentando dar uma de esperta eu coloquei sobre todos estes itens que queria esconder uns absorventes higiênicos, pensando que o policial que fosse me revistar ia se sentir incomodado em colocar a mão em itens tão femininos... 
Que vergonha passei achando que estava sendo esperta... Não lembrei que deveria passar pelo raio-X na hora de fazer o check-in e assim que minha sacola começou a rolar pela esteira um alarme disparou. Eu fiquei nervosíssima, já estava preocupada, pois havia entrado com um dinheiro a mais na Itália e não havia declarado... Estava retornando com ele, mas como provar? A sirene caiu como um raio em mim. Fiquei desnorteada e a funcionaria me perguntava o que eu levava de metal na sacola. Apesar do peso absurdo do sino eu só me lembrava dos itens “proibidos” que carregava.
Como viam que eu não respondia um “carabinieri” armado foi chegando perto de mim de forma ameaçadora... E eu ficando mais bamba. Resolvi então abrir a sacola e tentar descobrir o que havia lá dentro e comecei a colocar todos aqueles absorventes para fora da sacola... Morrendo de vergonha! Foi então que lembrei do tal sino. Então, comentei com a funcionaria:
- É uma Campana! Mi há rigalata mio zio! (É um sino, meu tio me deu de presente).
A funcionaria olhou para tela onde havia a imagem de um objeto que estava dentro da sacola e que ela tentava identificar. Começou a rir... Mandou fechar a sacola e me deixou passar com tudo o que havia lá dentro e ela não viu.
Fui me sentar no salão de embarque e para relaxar resolvi acender um cigarro. Ah! Era outro tempo. Podia se fumar em todos os lugares: nos salões, bares, ônibus e aviões. Era outro tempo em parte... As coisas começavam a mudar.
Acendi o cigarro e o tal “carabinieri” que me ameaçou na hora do check-in voltou novamente para perto de mim e se instalou á minha frente me olhando fixamente: tudo tenso, muito tenso. Até que ele se chega perto de mim e me pede para parar de fumar. Ufa! Era só apagar o cigarro.
Mais tarde descobri que eles ficaram “cismados” comigo porque no dia anterior uma brasileira havia tentado passar com uma “arma”. Acho que pensaram que era uma quadrilha e eu devia fazer parte... Só que não!
O tal sino ainda esta comigo e sempre que o vejo me lembro da historia da família.
Ele tem toda uma historia de reconstrução e sacrifício.
Ir para as minas de carvão depois da guerra era a única opção de emprego para os jovens daquele tempo e a Itália exportou o tal “uomo carbono” - homem carvão, aos milhares.   Para os italianos este tempo é conhecido como: La schiavitu degli italiani – a escravidão dos italianos.


Eles iam por livre vontade, mas é porque não tinham outra opção. O pós-guerra deixou a Itália em estado de penúria. A família de meu pai havia sido saqueada pelos dois exércitos. Levaram toda a criação e a terra só dava o suficiente para se alimentarem. Não passaram fome, mas não tinham dinheiro para comprar nada e o que não produziam precisava ser comprado.
Meu pai me falou que foi um tempo difícil porem quem me fez entender o desespero de se subjugar a ir às minas foi meu tio Vitor Bernardara.
Ele era primo de meu pai e um ano mais velho. Foi ele o primeiro da turma a ir para a Bélgica nas minas.
Ele contou que foi porque tinha muitos irmãos e eles não tinham como comprar sapatos e outros itens. Era uma família com vários filhos. Ele se armou de coragem e juntamente com uns 10 amigos foram para a Bélgica. Ele contou que assim que a “gaiola” da mina se abriu para eles entrarem uns três amigos já desistiram. Antes de a gaiola chegar ao fundo da mina outros três já tinham desistido e quando a gaiola se abriu na profundeza da terra ele ficou sozinho. Nenhum amigo teve coragem de trabalhar no lugar. Ele disse: Eu não tinha opção. Tinha que ir em frente.
O trabalho na mina era perigoso e insalubre e não era a toa que eram bem pagos.
Foi como dinheiro que recebeu nas minas de carvão que ele comprou a vaca “Perla” e pode ajudar os pais por um bom tempo. Ele sempre ajudou seus pais e irmãos.
A verdade é que esses “uomo carboni” eram generosos.  Ficavam o dia inteiro debaixo da terra correndo risco de vida com os rostos suados e cobertos por uma fuligem negra que também era inalada, mas tinham um prazer enorme em presentear as namoradas e gastar seu dinheiro com bons tecidos, relógios, perfumes. Nos finais de semana se vestiam com elegantes ternos. Esta paixão eles levaram para toda a vida: Sabiam escolher um terno elegante. Isto quando resolviam colocar um terno pois aqui no Brasil o clima nunca foi propicio para essa elegância belga e gostavam mesmo é de tecidos leves e camisas de manga curta.
CHIARI, DONATO OU FERRUCIO, ADOLFO, VITOR E FABIO


Meu pai foi para as minas e ficou por uns dois meses quando então resolveu voltar para sua cidade mas como não achou um bom emprego e detestava a vida no campo ele resolveu voltar. Entre “idas e vindas” trabalhou nas minas da Bélgica de 1948 até a época de imigrar para o Brasil, começo de 1952. Seu primo Vitor já estava no Brasil há alguns meses e chamou os amigos para participarem de mais essa aventura:
Andiam Fare l´América! (Vamos fazer a América)

Fotos das minas na Bélgica: 






MINHAS HISTÓRIAS - CAPITULO II - A FAMILIA



Não sei desde quando meu avô Daniele ou seus pais se fixaram em Palú. Talvez não tenha sido há tantos anos. Talvez há três ou quatro gerações.
Emília Ceserina Zamboni foi minha avó, mãe de meu pai. Nasceu num paese próximo ao Palú conhecido como “Colorina”. Também não sei quando sua família chegou na região.  O que constatei na minha pesquisa é que os sobrenomes Bonini e Zamboni também são comuns no Tirol e provavelmente vieram de mais ao Norte. Áustria, Suíça ou arredores.
O paese de Colorina é conhecido pelo excelente leite que suas vacas produzem e com certeza os pais de Emília trabalhavam com a terra e com as vacas.
Atualmente ainda existe na região um moinho de farinha de propriedade de um parente não muito distante. O moinho está lá desde 1853: Mulino Zamboni
Meu pai se chamava “Adolfo Bonini” no registro civil e “Adolfo Mario Bonini” era seu nome de batismo. 
Um fato interessante para o ano de 1925 quando a medicina não estava tão evoluída: Minha avó teve meu pai com a idade de 45 anos. Depois dele ainda houve outro filho, Guilherme Bonini que morreu ainda criança.
Existe um relato que não sei ao certo, mas que Guilherme teria morrido vitima de uma árvore que caiu em cima dele. A região era de lenhadores e casos assim eram comuns.

GENEALOGIA DE ADOLFO BONINI

Seu Pai – Daniele Bonini (*30/06/1872 / + 16/06/1955)

Sua Mãe – Emília Ceserina Zamboni Bonini (* 09/03/1882 / + 09/02/1975)

Seus irmãos:

Romeo Bonini (* 23/12/1916 / + 09/05/1991) – Ele foi casado com Pierina e não tiveram filhos.

Evelino Bonini (* 19/08/1919 / + 19/06/1985) – Casou se com Tulia e tiveram dois filhos: Mario e Germano

Luigina Bonini (* 31/12/1921 / + 02/10/1940) – Morreu solteira

Guilherme Bonini – morto ainda criança

Antônio Bonini – morreu idoso / Era filho de Daniele Bonini com sua primeira esposa. Antônio se casou com Elvira Giapona, mas não tiveram filhos.

Avós Maternos: Battista Zamboni (* 30/10/1844)
Celerina Maria Gavazzi Zamboni (30/06/1849)

Avós Paternos: Basílio Bonini
Domenica Bonini

Bisavós maternos (pais de seu avó materno): Giovanni Battista Zamboni
Maria Platti



Evelino e Tulia. Sentada Emilia com
os netos : Mario e Germano

Romeu e Pierina


Avós maternos de Adolfo : Zamboni Battista e Caterina Gavazzi



Antonio e Elvira


Nona Emilia gravida aos 45 anos de meu pai Adolfo, Luigina,
Nono Danielle, Evelino, Romeu e Antonio .


Meu pai Adolfo no centro com os amigos Sereno e Nelo. 

MADONNA COLONNA - AINDA UM MISTÉRIO

  Para mim foi uma emocionante descoberta sobre uma obra de “Rafael Sânzio” vinda com imigrantes para o Brasil em 1875. E tudo começou em 19...